Descubra por que terapeutas e psicólogos não podem ser MEI em 2025, quais são as alternativas legais e como abrir um CNPJ de forma segura e econômica.
Um guia simples e humano para terapeutas que desejam regularizar sua profissão, entender as regras da Receita Federal e escolher o tipo de empresa ideal — sem cair em armadilhas fiscais.
Imagine a Carla, terapeuta integrativa que decidiu profissionalizar o trabalho.
Ela fez seus primeiros atendimentos online, começou a ter clientes fixos e quis formalizar o negócio. Ao pesquisar, viu que o MEI parecia a opção perfeita: simples, barata e rápida.
Mas ao tentar se registrar, recebeu a mensagem: “Atividade não permitida para MEI.”
Foi aí que percebeu — nem todo profissional pode ser enquadrado como Microempreendedor Individual.
Essa é a realidade de muitos terapeutas, psicólogos e profissionais do cuidado.
Mas afinal, por que o terapeuta não pode ser MEI? E qual é o caminho certo para regularizar sua profissão?
Índice
Por que o Terapeuta não se enquadra como MEI
O MEI (Microempreendedor Individual) foi criado para formalizar profissionais autônomos de atividades simples, como cabeleireiros, costureiras e vendedores.
Entretanto, as profissões que exigem formação técnica ou graduação, como psicologia, psicanálise, terapia ocupacional e outras áreas de saúde mental, não estão incluídas na lista permitida.
Isso acontece porque o MEI não aceita profissões regulamentadas por conselhos de classe, nem atividades que envolvam responsabilidade técnica sobre o bem-estar de outras pessoas.
Assim, o terapeuta — mesmo que atenda de forma integrativa, holística ou emocional — é considerado prestador de serviços intelectuais, e precisa abrir outro tipo de empresa.
O que acontece se o terapeuta abrir MEI mesmo assim?
Mesmo sabendo que o MEI não é permitido para terapeutas, alguns profissionais acabam tentando “driblar o sistema”, escolhendo uma atividade parecida, como “serviços de bem-estar”, “massagem relaxante” ou “atividades de apoio à saúde”.
À primeira vista, parece uma solução rápida para emitir notas e formalizar o negócio.
Mas, na prática, isso pode gerar dores de cabeça sérias e custos desnecessários.
Veja os principais riscos:
- Cancelamento do CNPJ por desenquadramento:
A Receita Federal cruza as informações do CNAE com o tipo de serviço prestado. Quando identifica incompatibilidade, o CNPJ é automaticamente bloqueado ou cancelado, e o profissional perde todos os benefícios fiscais.
- Multas e cobranças retroativas
Se for constatado que o enquadramento foi feito de forma irregular, o terapeuta pode ser obrigado a pagar todos os impostos devidos como autônomo ou empresa comum, incluindo juros e multas — muitas vezes retroativos a todo o período de funcionamento.
- Dificuldade para emitir nota fiscal corretamente
Ao usar um CNAE que não reflete a realidade da profissão, o profissional emite notas fiscais incoerentes com o serviço prestado, o que pode levantar suspeitas em auditorias e gerar questionamentos da prefeitura ou da Receita Federal.
- Impedimento de deduzir despesas reais
Quando o CNPJ não está no regime adequado, as despesas com aluguel de sala, internet, equipamentos e materiais de atendimento não podem ser abatidas do imposto, o que eleva significativamente os custos operacionais.
Além disso, trabalhar com um enquadramento incorreto coloca em risco a credibilidade profissional. Clínicas, convênios e plataformas que exigem CNPJ válido e regularizado podem recusar parcerias ou impedir o repasse de pagamentos.
Por isso, o melhor caminho é formalizar corretamente, com o apoio de um contador que compreenda as particularidades da área terapêutica e ajude a escolher o enquadramento mais vantajoso — tanto no aspecto legal quanto financeiro.
Alternativas seguras ao MEI para Terapeutas
Mesmo sem poder ser MEI, o terapeuta pode formalizar seu trabalho com segurança e economia.
As opções mais comuns são:
1. Empresário Individual (EI)
Ideal para quem trabalha sozinho e quer abrir CNPJ em nome próprio.
Permite emitir notas fiscais e organizar as finanças sem precisar de sócios.
Requer acompanhamento contábil, mas ainda assim é simples e acessível.
2. Sociedade Limitada Unipessoal (SLU)
Excelente para terapeutas que desejam proteção patrimonial — ou seja, separar o patrimônio pessoal do profissional.
Tem baixo custo de abertura e pode ser enquadrada no Simples Nacional, com tributação reduzida.
3. Profissional Autônomo (sem CNPJ)
Outra possibilidade é atuar como autônomo e emitir RPA (Recibo de Pagamento Autônomo).
Mas essa modalidade tem tributação mais alta e menos benefícios fiscais, sendo ideal apenas em casos temporários.
Como o enquadramento correto muda a vida financeira do terapeuta
Muitos terapeutas que regularizam corretamente o CNPJ percebem rapidamente a diferença:
- conseguem emitir nota fiscal com tranquilidade;
- têm credibilidade com clínicas e convênios;
- podem deduzir despesas reais, como aluguel de sala, equipamentos e internet;
- e ainda reduzem o imposto de forma legal.
Ou seja, estar regularizado não é apenas uma exigência — é uma forma de crescer com segurança e profissionalismo.
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- Qual o tipo de CNPJ ideal para Psicólogo?
- Terapeuta pode ser MEI? Entenda de uma vez por todas
Crescer com segurança é o primeiro passo para cuidar do outro
Formalizar-se corretamente é um ato de respeito — com a profissão, com o paciente e com você mesmo.
Quando o terapeuta compreende as regras e escolhe o enquadramento certo, ganha tranquilidade para focar no que realmente importa: o cuidado humano.
E é aí que a RW Office entra como parceira.
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